Portfólio
PODCAST PRODUZIDO NA FACULDADE
Out/ 2007
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MATÉRIA REALIZADA NO CURSO DE REPORTAGEM BETH SEIXAS
Out/ 2008
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MATÉRIA REALIZADA PARA A REVISTA “NOSSA ESCOLA” – FIEMG
Set/2009
PASSAGEM PARA O SABER
Ex-alunos do Senai contam suas experiências internacionais na Olimpíada do Conhecimento
Fórmulas e teorias de física sempre fascinaram Marco Túlio Hudson. Desde o Ensino Médio, o ex-aluno do Senai e atual instrutor de formação profissional da escola dedica-se aos fenômenos da área. Até pouco tempo, Hudson nunca havia pensado que sua paixão tivesse alguma relação com a cidade de Calgary. Mas agora tem. Ele será o único representante mineiro na etapa internacional da Olimpíada do Conhecimento este ano, que acontece justamente nessa cidade de quase um milhão de habitantes, no Canadá.
O instrutor já participou das etapas regionais da competição na modalidade Eletroeletrônica e foi chefe de oficina como técnico de montagem. Agora, convidado a participar como avaliador da etapa internacional, o ex-aluno do Senai sente ainda mais o peso da responsabilidade. “Minha preocupação maior é executar um bom trabalho e, na medida do possível, abrir as portas para outros avaliadores do estado”, conta.
Não só a expectativa do aprendizado aguça a imaginação de Hudson. Ele mal pode esperar para ter contato com pessoas e culturas diferentes. Para isso, já encara aulas de inglês. Desde sua primeira participação na Olimpíada, em 1991, ele acredita que a maior recompensa de fazer parte de um grande evento como esse é aprender com alunos de outros lugares. “Eles sempre ampliaram os meus horizontes”, defende.
Expandir possibilidade por meio de intercâmbios culturais é uma das especialidades do coordenador geral da Olimpíada do Conhecimento, Araken Namorato. Há 23 anos no Senai-MG, ele já coleciona passagens pela Coréia do Sul, Finlândia e Japão. O passaporte carimbado se deve a dois talentos de Namorato. Os conhecimentos técnicos em várias modalidades do ensino profissionalizante se juntaram a uma outra habilidade – o domínio de três línguas estrangeiras.
Desde 1999, Namorato atua como intérprete técnico. Vai do inglês para o português e destas duas para o francês. A experiência inicial como tradutor aconteceu em Montreal, no Canadá, durante uma das edições internacionais da Olimpíada do Conhecimento.
Após representar o Senai em missões de cooperação internacional na Suíça e na Áustria, o próximo desafio o leva à terra do reggae. Namorato já está de malas prontas para, a partir do mês de setembro, morar dois anos na Jamaica.
Lá, ele tem a tarefa de modernizar um centro de formação profissional, a partir de uma parceria entre os governos brasileiro e jamaicano. É um projeto de transferência de tecnologia e conhecimento do Senai-MG através de cursos profissionalizantes e mão de obra qualificada para a área foco do país, o turismo. Serão montados todos os laboratórios da unidade. Gestores e professores serão selecionados e treinados.
E apesar das dificuldades de ficar tanto tempo fora do país, Araken foi muito incentivado pela esposa e pelos três filhos. “Vou realizar um sonho”, ressalta.
Conselhos para futuros competidores
Enquanto Marco Túlio Hudson se prepara para o país dos plátanos, Leandro Rodrigues de Souza divide as experiências que trouxe da terra do sol. Ex-aluno do Senai e atual instrutor de formação profissional em Divinópolis, Souza venceu a etapa nacional em 2007 e foi para o Japão representar o Brasil. Concorreu com os melhores do mundo e conquistou o oitavo lugar, que lhe rendeu uma medalha de excelência. A pontuação ajudou o Brasil a conseguir o segundo lugar geral no torneio, à frente de países como Japão e Estados Unidos.
Para muitos, a Olimpíada do Conhecimento é um divisor de águas. Ela define o antes e o depois. Quem defende essa tese é Evandro de Oliveira, ex-aluno do Senai que participaou pela primeira vez do evento em 1991. Ainda hoje ele se lembra com detalhes das competições nas fases regional e internacional. As imagens das premiações em Cuba e na Holanda se misturam com lembranças apetitosas. Oliveira, hoje supervisor do Centro de Formação Profissional de Pará de Minas, não se esquece da culinária saborosa de Amsterdã e Havana.
Aos que pretendem embarcar na Olimpíada, Oliveira aconselha acordar e dormir pensando na competição. “Na vida profissional temos muitas oportunidades, mas a Olimpíada, às vezes, é apenas uma vez”. Já Leandro de Souza chama a atenção para a honra de vestir a camisa do Brasil. “Representar seu estado ou seu país num torneio tão importante é algo inesquecível”.
*Contribuição de Jeane Mesquita
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MATÉRIA REALIZADA PARA A REVISTA ENCONTRO
Jul/2009
VACINA: MINAS NA LUTA CONTRA GRIPE A
Tecnologia inédita no país pode contribuir para a criação da vacina contra a gripe do momento
Minas Gerais pode ter papel de destaque no combate à influenza A, principalmente no desenvolvimento de vacinas. Utilizando biologia molecular, virologistas do Centro de Pesquisas René Rachou, unidade mineira da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), pesquisam vacinas para os vários tipos de gripe e outras doenças. Coordenador dos trabalhos, Alexandre Machado afirma que Minas Gerais tem um sistema de genética, pioneiro no país, possível de ser trabalhado na produção de vacinas pa ra conter pandemias, como a da gripe suína, classificada como tal pela Organização Mundial de Saúde.
A equipe de Machado trabalha com a técnica de recombinar o vírus com componentes de outras doenças, gerando vacinas que possam imunizar animais e humanos. Atualmente, há um projeto aprovado pelo Ministério da Agricultura que permite ao centro René Rachou pesquisar vacinas para serem aplicadas em porcos contra a toxoplasmose. Testes de vacina contra a influenza A – H1N1 já estão sendo feitos, mas apenas em camundongos. “Ha vendo interesse por parte dos órgãos competentes, nosso grupo pode contribuir para o desenvolvimento de uma vacina contra a gripe A, utilizando esta tecnologia. Seria mui to importante que o Brasil dominasse a produção de vacinas em escala industrial”, afirma Alexandre.
Por enquanto, a única maneira de se proteger contra o H1N1 é a prevenção. De acordo com a diretora da Sociedade Mineira de Infectologia, Tânia Marcial, “cada cidadão deve ter o cuidado de ao tossir cobrir a boca e o nariz com guardanapo de papel. É importante também lavar as mãos com água e sabão, e de preferência aplicar álcool. São pequenos cuidados que podem fazer toda a diferença.”
CONFIRA A VERSÃO ONLINE NO SITE DA REVISTA ENCONTRO: http://www.revistaencontro.com.br/edicao/97/vacina-minas-na-luta-contra-gripe-a
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MATÉRIA REALIZADA PARA A REVISTA “VERDE MAR”
Maio/ 2009 (não publicada)
A GORDURA QUE FAZ BEM
Alimentos oleosos podem ser aliados à saúde. Saiba diferenciar o que se coloca no prato.
Logo ao escutar a palavra “gordura”, certamente, você se lembra de algum prazer culposo como almoçar numa churrascaria, lanchar pastéis com refrigerante ou outras delícias que, por fim, podem fazer o ponteiro da sua balança subir. É bom tomar cuidado, mas não vá cortando todas as gorduras da sua dieta: elas também são aliadas para uma boa saúde; basta prestar atenção aos alimentos que você consome.
Por mais difícil que seja de acreditar, existem alimentos oleosos que fazem bem para a saúde e combatem as gorduras nocivas ao organismo. Além disso, o nosso corpo não consegue funcionar com níveis de gordura abaixo de 4%. De acordo com a nutróloga e membro do Colégio Mineiro de Nutrição Clínica, Simone Chaves, as gorduras são nutrientes necessários no nosso dia-a-dia, sendo ricos em calorias: “São moléculas responsáveis pela composição de membranas e pelo armazenamento de energia no nosso corpo, entre outras funções”.
Em geral os ácidos graxos presentes nos óleos são mais saudáveis e estão relacionados à prevenção de doenças cardiovasculares, mais do que os ácidos graxos presentes nas gorduras. Por isso deve-se privilegiar o consumo dos óleos vegetais e evitar excessos de gorduras (especialmente de alimentos de origem animal).
A nutricionista Luciana Santos aponta os óleos que fazem bem para o corpo e ajudam a aumentar o colesterol bom (HDL): “Os óleos de soja, milho e girassol, atum, salmão, sardinha, cavalinha, espinafre, couve, rúcula, azeite de oliva, óleo de canola, amendoim, nozes, abacate, castanha-do-pará, amêndoas e castanha de caju”. O colesterol “do bem”, conhecido como HDL, é responsável pela retirada do colesterol ruim da circulação e encaminhá-lo ao fígado para ser metabolizado, processo conhecido como transporte reverso do colesterol prejudicial.
Uma pessoa saudável pode consumir aproximadamente 20 a 30% do total de calorias provenientes dos lipídios. Ou seja, se alguém necessita de 2 mil calorias ao dia, cerca de 400 a 600 calorias são provenientes desse nutriente. “Deve-se preferir manter a ingestão de lipídios mais próxima aos 20%. Cada grama de gordura gera 9 calorias” – orienta a nutróloga Simone.
O professor de nutrição e pesquisador da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), José Divino Lopes Filho, ressalta para os cuidados na hora de preparar alimentos utilizando óleos vegetais, pois dependendo da forma do manuseio, o que tinha intenção de fazer bem pode acabar fazendo mal à saúde. Por exemplo, o azeite de oliva pode ser usado aquecido moderadamente, “deve-se sempre usar o fogo brando. Uma boa indicação para quem quer conhecer os pontos de fumaça dos óleos vegetais é o livro O que Einstein disse a seu cozinheiro, de Robert L. Wolke. Outras recomendações importantes são: não aquecer o óleo exageradamente; evitar usá-lo repetidamente; evitar o consumo de frituras, mesmo aquelas feitas em condições adequadas, por conta do risco de excesso energético da dieta”.
Pesquisas de balanceamento alimentar, realizadas pelo professor, indicam na população uma tendência de consumo de uma alimentação desequilibrada, incluindo excesso de gorduras, açucares e insuficiência do consumo de frutas, verduras e legumes. “Estes estudos são para o desenvolvimento de estratégias de intervenção visando alterar este quadro, considerando a gravidade e as repercussões do hábito alimentar incorreto: aumento do risco para doenças crônicas como obesidade, diabetes, hipertensão e câncer, além do custo para a saúde pública com o tratamento destas enfermidades preveníveis”.
Portanto, há de se ficar atento para o que se coloca no prato: feijoada, feijão tropeiro, lasanha e combinações que contenham carnes bovinas gordas, leite integral, bacon, toucinho e queijos amarelos são perigosos. Todos esses itens são chamados de “gordura do mal”, pois aumentam os níveis do mau colesterol, conhecido como LDL, responsável pela formação de placas dentro das artérias. Com o tempo, seu acúmulo nessa placas pode levar ao infarto de vários órgãos, prejudicando o seu funcionamento. A Sociedade Brasileira de Cardiologia recomenda que seja feita uma dosagem de colesterol desde a infância, a partir dos 10 anos de idade.
SAIBA MAIS: Confira neste link uma tabela completa de calorias de alimentos mais consumidos – Elaborado pela Universidade Estadual Paulista/ UNESP http://www.faac.unesp.br/pesquisa/nos/bom_apetite/tabelas/cal_ali.htm
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